Restaurando os Padrões

           É interessante como o ser humano tem a facilidade de fazer sempre aquilo que é errado, parece que já faz parte da natureza humana quebrar as regras, como se o erro estivesse enraizado em sua essência de tal forma que ele não consegue escolher outra coisa a não ser errar. 


          Volta e meia observamos as pessoas enroladas, metidas em encrencas, fugindo, sofrendo porque por um segundo decidiu quebrar as regras. Estava ali meio que sem fazer nada e para acabar com a rotina escolheu fazer besteira. 

           O interessante é que somos incentivados a isso durante toda nossa vida. Quando somos crianças nossos pais, familiares, amigos e curiosos estão nos observando com atenção, cada passo que nós damos, desde o primeiro, está sendo filmado diligentemente por eles e quando cometemos algum erro somos aplaudidos. 

               Isso mesmo, somos aplaudidos por cometer aquilo que é errado, e na cabeça de uma criança o aplauso nada mais é do que uma aceitação, é a forma dos adultos dizerem: “Ei! Você está certo, continue assim, ninguém irá chamar sua atenção.” 

            Quando chegamos à adolescência os erros são normais, afinal estamos vivendo um momento difícil, fase de transição, estamos nos conhecendo e cometer erros é natural, dizem os adultos. Nessa fase os adolescentes são chamados a atenção mais sem imprimir-lhes certas responsabilidades, meio que passando a mão por cima, para não “impedir seu crescimento”. 

                E quando enfim chegamos à fase adulta o que mais escutamos são pessoas dizendo que fizeram isso ou aquilo sem a intenção de prejudicar ninguém, que na verdade estava tentando ajudar ou simplesmente melhorar de vida. Como dizem por aí é aquele jeitinho brasileiro para resolver as situações, a final de contas quem nunca agiu assim? 

              O problema é que toda ação tem uma reação, quando você comete um erro quebra um princípio e atraí para sua vida a condenação. Embora em muitos casos não se veja as consequências de imediato toda transgressão tem sua consequência. Isso ocorre em todas as áreas da nossa vida, seja familiar, espiritual, financeira, profissional, só que as pessoas já estão acostumadas demais para entender que colherão o fruto das suas atitudes. 

             Precisamos acabar com essa maneira de pensar onde cometer o errado pode ser vantajoso, e dar ao erro o valor que lhe é devido. Precisamos tomar atitudes que realmente tragam mudança a nossa geração e entender que a falha é algo ruim, que deve ser evitado incessantemente. 

            Isso não ocorrerá enquanto não tivermos uma mudança de mente, algo que venha mexer com nossa estrutura de vida e fazer que a valorização por aquilo que é certo ocorra intensamente a ponto de mudar nossos padrões. 

         O apóstolo Paulo diz algo interessante em sua carta aos Romanos: “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12.2). 

               O que precisamos para os últimos dias é que seja mudada nossa maneira de pensar, que seja quebrado o padrão antigo do erro para que seja estabelecido um novo padrão de pensamento onde os princípios do Reino de Deus possam estar ativos em nossas mentes e atitudes. 

               Caminhar no erro pode trazer benefícios temporários, mas nunca definitivos. Pode nos ajudar a vencer por um momento, mas não nos garante a vitória final. Aproxima-nos de alguém hoje, mas é o motivo da separação amanhã. 

                É Preciso Restaurar os Padrões e Vencer a Cultura do Erro!

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